Apresentação

FINCAR é o Festival Internacional de Cinema de Realizadoras. O evento tem sua primeira edição em 2016 e acontece no mês de julho na cidade do Recife (PE), Brasil. Com foco de gênero na realização, o festival propõe uma investigação do processo criativo audiovisual feito por mulheres.

No seu primeiro ano, o FINCAR tem por motivação fomentar o debate em torno do cinema e a mulher que observa e é observada. Investigaremos a liberdade de formas e temas em longas, médias e curtas-metragens. Interessa a realização que acontece geograficamente descentralizada. Aqui, a internacionalidade é entendida como uma ponte que respeita as singularidades das obras, das autoras e dos locais de exibição. Um diálogo entre visões atentas aos contextos de realização. Entendemos o festival de cinema como um espaço de trocas entre realizadoras e público. Um momento para pensar sobre arte, autoria, gênero e a teia social em torno dessas questões.

Em parceria com a Federação Pernambucana de Cineclubes, também realizaremos o Circuito Cineclubista FINCAR – FEPEC. Com essa parceria, os filmes poderão ser exibidos também em outras cidades do Estado de Pernambuco.

Direção Artística e Curadoria

Maria Cardozo

Maria Cardozo nasceu em 1989 no Recife, Brasil. Graduada em jornalismo pela Unicap, desde 2011, tem a imagem como objeto de seu interesse, dedicando-se especialmente à imagem em movimento. Maria tem trabalhado como montadora em videoartes e filmes. É responsável pela montagem dos curtas “Loja de Répteis”, “Rodolfo Mesquita e as monstruosas máscaras de alegria e felicidade” e do longa-metragem “Todas as Cores da Noite”, dirigidos por Pedro Severien. Em 2014, realizou junto a artista visual Irma Brown uma das peças do projeto Original Cópia e fotografou a performance PaganguRevolution. Em 2015, integrou a equipe do projeto Escola Engenho e o grupo “Quebrando Vidraças – Desconstruindo o machismo no audiovisual pernambucano”. Seu primeiro curta-metragem como roteirista e diretora, “Cheiro de Melancia”, foi selecionado pelo edital do Audiovisual do Fundo de Incentivo à Cultura de Pernambuco – Funcultura e será lançado em 2016.

Curadoras

Mariana Porto

Realizadora, montadora e educadora ligada ao audiovisual. Realizou três curtas-metragens e está em fase de preparação de seu primeiro longa. Atualmente leciona direção de arte e montagem como professora substituta na UFPE. Pesquisou a alteridade nos documentários construídos a partir da noção de cultura popular no mestrado (UFBA -Universidade federal da Bahia). Possui graduação em psicologia e formação paralela em teatro, performance e cinema. Leciona em cursos superiores e oficinas desde 2007. Criou e coordenou o projeto Escola Engenho – espaço de experimentação audiovisual para crianças – no Recife (2010 – 2014), e foi coordenadora regional do projeto inventar com a diferença (www.inventarcomadiferenca.org – Secretaria de Direitos Humanos/UFF).

Ana Carvalho

Formada em Radialismo pela UFMG e pós-graduada em Narrativas Contemporâneas pela PUCMG. Integra a equipe do Vídeo nas Aldeias, onde atua nas oficinas de formação e produção audiovisual indígena e na pesquisa, redação e edição de livros e publicações. Entre 2001 e 2013, foi uma das organizadoras e curadoras do forumdoc.bh – festival do filme documentário e etnográfico de Belo Horizonte. Desde 2001, desenvolve trabalhos e oficinas em colaboração com comunidades tradicionais, grupos culturais de periferia urbana e outros artistas. Dedica-se à pesquisa e produção em cinema, literatura, fotografia e artes visuais.

Curadoria – Mostra FINCAR/FICINE

Janaína Oliveira

Pesquisadora, e doutora em História pela PUC-Rio e professora no Instituto Federal do Rio de Janeiro – Campus São Gonçalo, onde coordena o Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígena (NEABI). Realiza pesquisas centradas na reflexão sobre Cinema Negro, no Brasil e na diáspora, e também sobre as cinematografias africanas. Desde 2011 participa ativamente do FESPACO, Festival Panafricano de Cinema e Televisão de Ouagadougou e da JCFA, Journée Cinématographique de la Femme Africaine d’Image, ambos em Burkina Faso. Fez curadoria de filmes para o Plateau – Festival Internacional de Praia, Cabo Verde. Atualmente, coordena também o FICINE, Fórum Itinerante de Cinema Negro.

Assistentes de Curadoria

Hellen Laílla

Estudante de graduação em Cinema e Audiovisual na Universidade Federal de Pernambuco;

Estagiária em Produção Audiovisual no NAV/Procit – UFPE;

Bolsista CNPq do Laboratório de Análise de Música e Audiovisual – PPGCOM (UFPE);

Formação em teatro durante cinco anos em duas companhias da cidade do Recife; Já trabalhou como monitora nos festivais Continuum e Animage da produtora RecBeat (2014-2015); Experiência em curadoria nos cineclubes Cine Mamam (Museu Mamam) em 2014 e no Cineclube CineCiclo na UFPE desde 2015. Além disso, tem experiência com assistência de direção de arte, direção de elenco e produção em alguns curta-metragens estudantis e profissionais no Recife.

Hannah Cunha

Estudante de graduação em Cinema e Audiovisual na Universidade Federal de Pernambuco;

Estagiária em produção no projeto Vivendo sem Limites, na Desvia;

Experiência com produção, direção, animação e direção de arte em curta-metragens e videoclipe estudantis.

Tatiana Quintero

Formada em Fotografia na Academia de Arte Guerrero (2007) e em Rádio e Televisão pela Unificada Nacional (2011), ambas na Colômbia. É graduanda em Cinema e Audiovisual na Universidade Federal de Pernambuco, onde participou da fundação e faz parte da curadoria do cineclube “CineCiclo”. Participou de Juri em festivais como “Festival de Cinema de Belo Jardim – Cine Jardim”. Foi mediadora cultural do projeto CineCabeça e participa de projetos de intervenção social em gênero com ênfase em feminismo, que é sua linha de pesquisa.

Thayná Torella

Estudante de Cinema e Audiovisual na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), atualmente em mobilidade acadêmica na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Trabalhou na produção da 1ª e 2ª Edição do Festival Curta Iguassu (PR), dirigiu o programa piloto Fozforo (2014), o documentário Apepu (2014), a animação em rotoscopia Escalpelo (2015) e foi Janela Crítica no VIII Janela Internacional de Cinema.

Ivich Barret

Estudante de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), atualmente faz mobilidade acadêmica na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Tem trabalhado sobretudo com montagem, mas também nas áreas de fotografia, atuação e legendagem/tradução. Participou de diversas produções universitárias e independentes, como Taba (2015), Escalpelo (2015), Terracota (2014) e Do amor: pequenas coisas (2013) e legendou as obras exibidas no VI Festival Internacional do Filme Etnográfico do Recife em 2015. Atuou em projetos de formação audiovisual e teatral, e hoje participa do “Fazer o mundo fazendo vídeo”, projeto realizado em parceria com jovens moradores de Gaibu, Cabo de Sto. Agostinho.

Maria Alencar

Estudante de Cinema e audiovisual na Universidade Federal de Pernambuco.

Produtoras

Livia de Melo

Iniciou sua carreira em 2004 como produtora, sendo “Eisenstein” de Leonardo Lacca, Raul Luna e Tião, seu primeiro curta-metragem. Junto com a Trincheira filmes produziu o curta-metragem “Muro”, dirigido por Tião; o documentário “Vigias” de Marcelo Lordello e a animação “Dia Estrelado” de Nara Normande.
Ao longo dos anos, participou dos longas-metragens produzidos pela REC Produtores “KFZ-1348” de Gabriel Mascaro e Marcelo Pedroso, “Viajo porque preciso, Volto porque te amo” Karim Anouïz e Marcelo Gomes, “Era Uma Vez, eu, Verônica” de Marcelo Gomes, “Tatuagem” de Hilton Lacerda e “O Homem das Multidões” de Marcelo Gomes e Cao Guimarães. Com Gabriel Mascaro realizou a direção de produção “Um Lugar ao Sol”, “Ventos de Agosto” e “Boi Neon”, além da pesquisa de “Doméstica”. Em 2013, fundou juntamente com a produtora Kika Latache  a Vilarejo Filmes. “Brasil S/A” de Marcelo Pedroso é o primeiro longa-metragem que a empresa coproduz em parceria com Símio Filmes. Atualmente, a Vilarejo Filmes desenvolve projetos autorais e independentes para cinema e TV.

Sabrina Luna

Produtora, professora universitária e pesquisadora. Organiza mostras desde 2006 e começou a trabalhar em festivais de cinema em 2009, quando foi voluntária do Festival Derhumalc – Festival Internacional de Direitos Humanos, em Buenos Aires, trabalhando também na Mostra de São Paulo no mesmo ano. Nos anos de 2011, 2012 e 2015 foi produtora do Janela Internacional de Cinema do Recife. Em 2011 foi produtora de distribuição do filme Pacific, de Marcelo Pedroso. No ano de 2014 foi produtora do III Curta Brasília e em 2015 jurada do II MOV – Festival Internacional de Cinema Universitário, em Recife.

Thais Vidal

Produtora desde 2010, trabalhando em curtas independentes como produtora e em longas como “Brasil S/A” de Marcelo Pedroso como assistente de produção. Atualmente, sócia da Ponte Produções, ela vem atuando na produção de filmes como o longa-metragem “A Seita”, de André Antônio (2015) e os curtas-metragens “O delírio é a redenção dos aflitos”, de Fellipe Fernandes, que estreou na Semana da Crítica, no Festival de Cannes em 2016, “Catimbau” de Lucas Caminha (2015), “Elogio do Tremor”, de André Valença e “O Porteiro do dia” de Fábio Leal, ainda a serem lançados, além de projetos em andamento de jovens realizadores do Recife. Ela é produtora executiva e diretora artística do MOV Festival Internacional de Cinema Universitário de Pernambucodesde 2014 e faz parte da equipe de produção do Janela Internacional de Cinema do Recife desde 2011. Em 2013, dirigiu o documentário “Fora da Ordem” exibido dentro do programa Recife: The Playable City organizado pelo Consulado Britânico em Bristol, Inglaterra, a partir de quando começou a investigar as relações da produção cultural com a cidade. Na vida acadêmica, vêm pesquisando as relações entre cinema, mercado e cidade dentro do Mestrado em Desenvolvimento Urbano, MDU – UFPE.